sexta-feira, 29 de junho de 2012

E tudo era cinzas...

Acordei hoje cedo para tomar um meio café da manhã e correr para as aulas práticas de carro na auto-escola, meio que fui correndo mesmo diante da chuva forte que caia lá fora. Foram cinquenta minutos de aula, meio que menos proveitoso, pois o sono estava bravo, não dormi bem a noite passada, sou ansiosa e como tinha muita coisa para fazer no dia de hoje fiquei com medo de não levantar da cama; mas consegui!


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Saindo da aula fui para o ponto de ônibus, (se bem que o ponto de ônibus só é identificado com uma placa), não tem canto para sentar é ficar em pé mesmo e aguentar. Subi no ônibus, ninguém me deu preferencia para entrar (já começou daí), ainda bem que o motorista foi compreensivo e me deixou sentar antes de partirmos, porque quem mora aqui sabe, que ônibus aqui não anda não, tipo que voa, sem falar nos buracos que estão mais para crateras gingantes. É cheguei na parada do shopping e desci, um senhor me ajudou a descer, quando menos pensei ele segurou minha mão e eu agradeci. Vamos esperar o segundo ônibus que vai pela Prudente de Morais. Quando ele chegou eu sai correndo para não perder de subir ( aqui em Natal temos que correr atrás dos ônibus, coisa chata), nem menos entrei o motorista já deu partida com tudo e quase fui levada pelo impacto da arrancada que ele deu. Fiquei chateada, mas resolvi não me estressar com isso. Chegando na Prudente, pedi parada, desci no ônibus e fui surpreendida por um senhor me pedindo dinheiro para a passagem, fiquei com receio mas resolvi dá o dinheiro, tive uma espécie de susto, pensei que fosse ladrão ou coisa do tipo. Continuei a caminhar, quando fui surpreendida novamente, mas dessa vez foi diferente, um carro passou em altíssima velocidade e me jogou água. Fiquei sem reação, pensei em voltar para casa e trocar de roupa, em ligar para o marido sair do trabalho e me trazer roupas quentes, em ficar ali mesmo e chorar sem parar. Mas não, resolvi seguir meu caminho embora estivesse bastante molhada.


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Ao entrar na clínica o pessoal meio que me olhou de banda, mas eu segui diretamente para a recepção, ainda pasma e querendo chorar mas me segurando a até onde podia. Entrei no banheiro e comecei a torcer o vestido para tirar metade da água, assim fiz. Me sentei e esperei naquele ar congelante que minha roupas secassem, impossível esse desejo. Quando me lembrava do que aconteceu vinha a lágrima e eu a segurava. Escutei a recepcionista me chamando para falar que era minha vez, fui no corredor bem devagar para a sala da médica, bati na porta, entrei, dei bom dia e sentei. Ela me perguntou se estava tudo bem, respondi que estava indo bem. Ela olhou a ultrassom falou que o bebê estava bem, afirmou novamente pela 4ª ou 5ª vez que é um menino como se eu não soubesse e ela menos ainda. Não se deu ao trabalho de me pesar, de medir minha barriga, de vê minha pressão ou coisa do tipo, colocou apenas a data da minha consulta no cartão e acho que pela milésima vez me perguntou das vacinas, se tinha tomado todas, (se ela tivesse lido no cartão teria visto as vacinas) e terminou dizendo: Marque para daqui a 15 dias. Sai decepcionada claro, pensei que iria me dá mais atenção.


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Liguei para o marido me pegar como sempre faz, ele nos estresses dele não me ouviu direito e me deu um grito meio que sem querer, ou foi brutalismo dele, fiz que não escutei para não chorar. Falou que me pegaria com uns 20 minutos, acho que passei 40 minutos em pé aguardando ele. Resolvi entrar para a clínica e me sentar, quando o telefone toca, era ele, não exitei e falei para ele se havia me esquecido, o que de fato foi. Fiquei mas uns minutos esperando ele chegar naquele ar congelante da clínica, quando ouvi o carro buzinar do lado de fora. Entrei no carro, não dei uma palavra, e ele me perguntou da consulta e eu respondi: Você já sabe! (Já é de costume a médica já ir nos dispensando da porta), e comecei a chorar, pediu desculpas pelo que ele tinha feito, que tinha acontecido um problema na empresa e me respondeu no grito mesmo e perguntou se eu estava chorando por causa dele, falei que não, mas pelos fatos que já citei a cima. Cheguei em casa, e antes de descer do carro ele deu um beijo em mim e outro na barriga. E foi assim que aconteceu meu dia.


P.S.: Já não troquei de médica porque ela é bastante elogiada e dizem que é muito boa. E não podia trocar assim sem mais nem menos, então estou fazendo meio que um teste drive com ela. Espero que ela tenha ação na hora que eu estiver para ter meu filho.

2 comentários:

  1. Ai Tarci, tem dias em que a gente se pergunta mesmo se deveria ter levantado da cama, infelizmente isso acontece muito, mas não fica chateada não, amanhã é outro dia, e nada melhor do que um dia após o outro né?
    Bjos e que Deus ilumine seu dia de amanhã, que seja lindo e abençoado.

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  2. Existem dias cinzas mesmo, Tarci...mas o bom é que amanhã será outro dia...:) beijos

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Tarci e a doce espera.